Açude no rio Vouga vai ajudar a evitar cheias

2021-06-21

Açude no rio Vouga vai  ajudar a evitar cheias

Matos Fernandes defendeu que “o Rio Vouga, como qualquer rio muito caudaloso, traz muitas surpresas. Ainda que globalmente chova menos, existe um risco maior de chover mais em períodos mais concentrados do tempo e, para isso, é fundamental agir com tempo e preparar estes territórios”.

Para isso, a construção do açude nas Termas de São Pedro do Sul, distrito de Viseu, vai permitir que “as águas escoam livremente” e, nesse aspeto, “o açude ser rebatível é muito importante, para quando vier uma grande quantidade de água, o açude desaparece e o curso do rio é natural”.

Mas, defendeu o ministro, “é fundamental, até para criar alguma amenidade climática que, durante o período do estio, exista água na vila de São Pedro do Sul” e, para isso, foi descerrada hoje a primeira pedra da construção do novo açude.

Do Fundo Ambiental, a Câmara de São Pedro do Sul recebe “cerca de 1 milhão”, uma vez que é um dos quatro projetos que a nível nacional ganhou o apoio deste fundo por intervenções em recursos hídricos.

“Este espaço é um espaço termal de grande qualidade, com uma história ainda por escrever e por isso é fundamental preparar estes territórios para o seu futuro termal e para o seu futuro urbano, para bem de quem cá vive, de quem cá trabalha e para bem dos muitos que cá vêm”, defendeu Matos Fernandes.

No descerramento da primeira pedra da construção do açude, o presidente da Câmara, não escondeu a satisfação por estar a dar início à terceira etapa, de quatro, do projeto. Vítor Figueiredo disse que  “a obra tem diversas componentes e algumas já foram feitas. Uma foi o desassoreamento do espaço onde estamos (…), depois é a montagem de medidores de caudal que colocámos ao longo dos rios que fazem escoamento aqui para o Vouga”. 

Sem data de terminar esta obra, uma vez que se encontra,” atualmente, na fase final do Tribunal de Contas”, explicou o autarca, o projeto culmina com a construção de uma quarta fase que contempla a construção de um passadiço na zona do Carvalhedo, “evitando assim que as pessoas circulem pela estrada”.

 

Lusa